BRUNO NOVO: ” VOU ESTAR A TORCER POR TODOS COMO SEMPRE”

Fez parte da equipa campeã mundial em 2015 mas a sua estreia, em Mundiais FIFA, aconteceu em 2009. Tivemos à conversa com Bruno Novo onde o português abordou a sua passagem pela competição mais importante do mundo com as cores nacionais. Atualmente encontra-se a viver nos Estados Unidos da América, no estado de Connecticut, mas mesmo assim não deixa de acompanhar a nossa Seleção. O jogador nazareno acredita que Portugal pode vencer o próximo Mundial.

FPP: Em 2009 fizeste a tua estreia num Mundial. O que sentiste no teu primeiro encontro?

Bruno Novo: “Aconteceu tudo muito rápido. Estreei-me em Agosto no Mundialito, em Portimão, e logo no meu primeiro jogo, que foi contra os Emirados Árabes Unidos, consegui marcar um golo. Esse Mundial foi em Novembro e acho que ainda não tinha bem a noção do que estava a acontecer. Representar o meu país num Campeonato do Mundo, logo em ano de estreia, é o sonho de qualquer atleta. No início estava nervoso mas a nossa equipa, já nessa altura, tinha jogadores muito experientes que me ajudaram a ultrapassar esse nervosismo. Senti também uma confiança enorme da parte da equipa técnica quer pelo mister Zé Miguel quer pelo Jhony Conceição.”

FPP: Em Rivienna, ano de 2011, fizemos uma grande prova mas mais uma vez fomos eliminados pelo Brasil. Ao longo da competição sentiam que aquele podia ser “o nosso Mundial”?

Bruno Novo: “Sim, nesse ano estávamos confiantes mesmo sabendo das dificuldades devido ao nível elevado de todas as seleções. Nós tínhamos uma equipa mais equilibrada do que em 2009. Para além do Madjer, do Belchior e do Alan, tínhamos o Torres, o Jordan, o Coimbra e eu com mais experiência, e maturidade, para esta competição tão exigente. Não ultrapassámos o Brasil porque naquele jogo eles foram superiores e aproveitaram melhor os nossos erros.”

FPP: No Mundial FIFA 2013, realizado no Taiti, a Seleção portuguesa não marcou presença. Como foi assistir à competição “em casa”?

Bruno Novo: “Foi horrível, uma frustração muito grande até pela forma como fomos eliminados na qualificação onde defrontámos a França. Esse momento foi dos mais negativos mas, por outro lado, fez-nos crescer, muito, e a nossa união tornou-se mais forte. Dependia de cada um de nós mudar a imagem deixada nessa altura.”

FPP: Em Espinho, no ano de 2015, começamos com uma vitória, diante do Japão, mas fomos derrotados, no segundo encontro, pelo Senegal. O que mudou após esse jogo?

Bruno Novo: “Essa derrota acabou por ser muito importante. Nós não conseguimos encaixar no estilo de jogo do Senegal. Por vezes parece muito fácil mas a maior parte das equipas africanas têm um estilo de jogo muito específico onde tu tens que estar muito concentrado e evitar entrar nesse jogo. O que aconteceu foi isso: desorganizámo-nos e não fomos felizes. O que realmente fez a diferença, nesse momento, foi o público. Mesmo vendo que não estávamos a conseguir ultrapassar uma equipa como o Senegal apoiaram-nos até ao fim. Ao contrário do que aconteceu com alguns jornais que destacaram mais a nossa derrota do que todas as vitórias que tínhamos até então.”

FPP: Nesse mesmo Mundial venceram a Rússia após uma excelente exibição. No fim desse jogo pensavam que o mais difícil estava feito?

Bruno Novo: “Não, esse jogo foi a demonstração perfeita de que estávamos ali para vencer. Demonstrámos a todos os nossos adversários que não ia ser fácil conseguirem ultrapassar-nos. Esse jogo tem um momento marcante e, para mim, decisivo. No jogo anterior contra a Suíça perdemos um dos nossos pilares defensivos, o Bruno Torres, que tinha fraturado o maxilar. O Torres, juntamente com a equipa médica, fez de tudo para poder jogar mas não conseguiu. Foi uma grande dor, partilhada por todos, porque sabemos o importante que é jogar um Mundial, ainda para mais uma meia final. Se já estávamos focados e unidos, essa triste notícia fez com que houvesse mais uma motivação para dar a vitória, na meia final e na final, ao Torres.”

FPP: Que significado teve para ti vencer esse Mundial, “em casa”, perante o público português? 

Bruno Novo: “O sentimento é inexplicável. O ambiente que se fez sentir em Espinho foi único. Eu sempre tive o sonho de ser Campeão do Mundo e entrar na história do desporto nacional. Representar o meu país, a minha terra e a minha família. Foi uma emoção muito grande. Sem dúvida uma história para contar aos filhos e netos.”

FPP: Dos 5 golos que já marcaste, em Mundiais FIFA, tens algum que consideres especial?

Bruno Novo: “Eu nunca me preocupei muito com os golos, festejava tanto ou mais as minhas assistências do que os meus golos. Uma assistência, para mim, era como se tivesse feito o golo. Mas desses 5 golos, 3 foram bastante decisivos. O golo na final do Mundial 2015 frente ao Taiti, de área a área, que poucos acreditavam ser possível fazer quase um “chapéu” ao guarda-redes. O golo no Mundial 2017, nas Bahamas, nos oitavos de final frente aos Emirados Árabes Unidos, no prolongamento, que nos deu a passagem aos quartos de final. Nesse jogo a minha família estava na bancada a ver o encontro. Mas o mais especial foi o golo frente à Rússia, nas meias-finais, em Espinho. O jogo estava 2-2 e muito equilibrado. Nós sabíamos que a Rússia era muito eficaz, na finalização, e com esse golo fiz o 3-2 a faltar cerca de 3 minutos para o final. Com toda a situação do Torres, o facto de jogarmos em casa, foi uma explosão de alegria naquela arena.”

FPP: Agora no Paraguai o que esperas da nossa Seleção?

Bruno Novo: “Tenho acompanhado sempre que posso a nossa Seleção. Penso que temos novamente muitas chances de chegarmos à final. Mesmo sabendo que a competitividade é cada vez maior nós somos sempre candidatos ao título. Nem pode ser de outra forma. Temos dos melhores do Mundo em todas as posições, por isso, temos que acreditar em nós próprios e assumir que queremos muito ganhar todas as competições em que participamos. Cada vez mais existe seleções com muito valor mas acredito muito que vamos até á final e ser, mais uma vez, Campeões do Mundo. Quero aproveitar para desejar publicamente a maior sorte do Mundo, não só no Mundial, mas em todas as competições. Vou estar a torcer por todos como sempre!”

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